terça-feira, 22 de novembro de 2011



Quantas coisas aconteceram nestes últimos cinco anos.
Estou tão diferente do que eu era antes... Muita coisa muda, mas a essência permanece. Aliás, acho que todas essas "mudanças" são meios para se chegar a essa essência, pois agora me sinto muito mais "limpa", menos complicada, as coisas fazem mais sentido e são mais simples... Que bom.

Nestes últimos cinco anos eu me mudei para o Rio; e saí de um relacionamento de três anos que também foi um período de uma maravilhosa transformação; eu parei de comer frango e depois peixe; eu aprendi francês (mas ainda não está fluente) e estou aprendendo alemão, eu assisti aulas de sociologia, eu entrei para a faculdade de hotelaria - e essa foi realmente uma grande transformação, pois essa faculdade me apresentou para um mundo que eu não conhecia, a minha visão do nosso mundo, da nossa sociedade, certamente ficou bem mais madura depois da faculdade...
Eu descobri meu poder criativo, descobri que posso trabalhar para grandes empresas, e posso ser boa no que faço, mas descobri através do contraste, que tenho preferências diversas (e é por isso que depois de três anos e meio de faculdade, eu finalmente saí). Eu viajei pela primeira vez pela Europa, fiz experiências incríveis, eu descobri através dessa maravilhosa viagem, a pessoa maravilhosa que sou, e como existem pessoas e experiências legais para serem vividas!! Realmente, foi uma experiência fantástica, e nessa experiência fantástica eu conheci um homem/rapaz fantástico, e estamos já há mais de um ano em um relacionamento de longuíssima distância, mas que está sendo ainda assim, muito, muito proveitoso... Eu amo nosso relacionamento e amo ele!!
Mas antes dessa viagem, eu passei por um momento de crise, nada do que estava à minha volta fazia sentido, colegas da faculdade, trabalho, família... Mas a viagem me deu um outro fôlego.
Eu e minha tia também foi um caso a parte, nossa relação começou tranquila, um pouco tímida e buscando uma reaproximação (pois tivemos um grande desentendimento alguns anos antes, quando eu já havia morado aqui), e dessa reaproximação, e nessa minha busca por um entendimento, e por relações perfeitas, eu fui me frustrando com a nossa relação, pois ela não entendia nada do que eu dizia pra ela, e aparentemente, eu não entendia nada dela também (pois se entendesse, eu não teria me frustrado e sim aberto o meu coração). Mas depois de muita luta, eu descobri que a luta não era mais necessária. Eu descobri, finalmente, graças a deus, pois não aguentava mais sofrer à toa, descobri que se eu tomasse a atitude de amar incondicionalmente, a mim, e escolher ser feliz e amável em primeiro lugar, tudo se encaixaria. E foi o que aconteceu, eu decidi amar, decidi fazer tudo de boa vontade, decidi adorar lavar a louça, a minha e a dela, decidi adorar ir ao supermercado e perguntar se ela queria algo, e foi assim que ela se deixou levar pelo amor, e nossa relação tornou algo que nunca foi, harmoniosa (verdadeiramente). Mas ainda acho que há potencial.
Descobri que nada de "ruim" importa... Não importa se a vizinha quer falar mal da outra, por que é que eu me importaria com isso? Por que é que eu me importaria com alguma coisa que é apenas fruto da ignorância, nossa ignorância como seres humanos... No fundo, somos todos feito da mesma matéria. Dessa mesma matéria divina, de Deus, de tudo, somos parte do mesmo todo, do mesmo Universo Perfeito. Que bom...
Estou me sentindo mais leve agora, pois descobri que todo o nosso sofrimento, todo o nosso drama, tudo isso são apenas resistências, são padrões que a gente aprendeu a acreditar, são coisas que não fazem o menor sentido, mas mesmo assim a gente se agarra, como se fosse a coisa mais importante do mundo...nossos sofrimentos... hehe
Estou mais leve não porque me livrei de todos os apegos, mas porque descobri que todos os meus apegos são apenas padrões de pensamento, são coisas que não são quem eu realmente sou. Eu descobri que externamente, o mundo pode estar caindo, mas se eu "parar" por um momento, parar de julgar, e respirar, parar para perceber, eu sinto a minha essência, um silêncio, uma paz, um contentamento, uma presença... A presença... Aquele momento é livre de tudo.

É isso... Obrigada,
um abraço a todos.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Liberdade!




Vejamos bem, acabei de cancelar a faculdade.

E dessas experiências que tenho passado gostaria talvez, de compartilhar algumas coisas.
A dúvida de parar ou não a faculdade já existia há algum tempo, na verdade, ano passado eu decidi, e não tinha a menor sombra de dúvida, que eu não voltaria mais, porém, minha homeopata me "convenceu" (o que significa que ainda existia dúvida dentro de mim) a voltar atrás e continuar. Foi o que fiz, e não me arrependo. Neste semestre porém, que já começou e eu já paguei até a rematrícula, eu andei me perguntando quase todos os dias, a razão pela qual eu estava continuando a facul: "Por que é que eu tenho que continuar isso, se eu não vejo a menor razão para estudar essas coisas que não têm a ver comigo?" a resposta que me vinha era que o diploma, que é internacional, poderia me servir para continuar meus estudos na Suíça, onde mora o amor da minha vida. Por isso, eu estava meio confusa, estava achando que essa resposta estava vindo da minha intuição, mas pelo que me parece, ela estava vindo mesmo era da mente lógica, e do apego à tradição e do medo de largar tudo e ficar "desamparada", ir contra o que todos acham que eu deveria fazer.

Enfim, diversas outras coisas foram estimulando que eu pensasse a respeito da minha vida, sobre o que eu realmente quero, o que realmente importa, essas coisas. A TPM foi também uma boa aliada, já que com ela tudo "parece" pior, e nessas duas últimas vezes, eu estava me sentindo perto de um abismo, sem entender nada... Mas eu acabei entendendo: se a vida me suporta sempre, se eu devo seguir meu coração - ou seja, o que me deixa alegre, feliz (follow my excitement), então o que é que eu estava fazendo nessa faculdade que só me fazia pensar no enorme peso que eu estava carregando para conseguir um diploma que eu nem sei se garantiria estudo nehum....e eu nem sei se vou mesmo continuar a estudar outra coisa (oficialmente em uma faculdade, porque até agora, nada me veio - mas isso é outra história.
Outra coisa que estava pensando e que está relcionada também com essa decisão, é que eu sempre me imaginei fazendo algo muito grande, importante para a humanidade. E então a expectativa sobre eu mesma, de que eu deveria estar percorrendo um caminho que de alguma forma fosse me levar a este sucesso, era grande. E eu tive oportunidades de trabalhar em bons cargos (pra quem está na facul), mas nenhuma dessas 'oportunidades' me agradavam....me davam até um pouco de medo... Foi lendo um livro de Eckart Tolle (Uma Nova Terra), que eu compreendi a questão do sucesso, finalmente. O sucesso é aqui e agora, e não importa o que a gente faz. As vezes nos imaginamos tendo grande sucesso, imaginamos que se não pudermos ajudar a humanidade de alguma forma, não seremos completos, etc. Mas nós já somos completos! Portanto, foi assim que eu fui compreendendo aos poucos e me libertando da necessidade de fazer algo "importante", e fui começando a perceber que o que eu realmente valido atualmente como trabalho é um lugar com pessoas maravilhosas, num lugar maravilhoso, com um pagamento maravilhoso, e onde eu possa fazer um trabalho maravilhoso. Isso poderia ser até mesmo em um restaurante (vegetariano ;) ), numa pequena casa de chá, ou em ualquer outro lugar que atenda a essas expectativas.
E também quando digo pagamento maravilhoso, e lugar maravilhoso, isso tudo é relativo, mas para mim é bem claro: pagamento maravilhoso é o pagamento adequado para mim (digamos que meu eu superior sabe quanto deve ser isso), lugar maravilhoso é onde eu me sinta muito bem!

A diferença entre agora e o ano passado, com relação a ideia de trancar a faculdade, é que no ano passado eu estava cheia de expectativas, pensando em me mudar para a suíça, ou sei lá, acho que a motivação ainda não estava pura, mas agora, sinto que minha motivação é pura e que não importa o que aconteça e para onde eu vou ou quando, mas o melhor sempre irá acontecer.

É isso que gostaria de compartilhar no momento. Gostaria de falar depois também sobre o sentimento de vítima, estou aprendendo sobre isso ultimamente no meu cotidiano.
beijos

sábado, 2 de abril de 2011

Até onde estou disposta a chegar?
Até onde estou disposta a chegar pela minha saúde?
até onde estou disposta a chegar pelo amor incondicional?
até onde estou disposta a chegar pela minha felicidade?
Até onde estou disposta a chegar pela expansão da minha consciência?
Até onde estou disposta a chegar pela abundância?
Até onde estou disposta a chegar pela união do meu ser?
Até onde estou disposta a chegar no meu caminho profissional?
Até onde estou disposta a chegar na minha relação com o Chris?
Até onde estou disposta a chegar para ser livre?
Até onde estou disposta a chegar????

segunda-feira, 21 de março de 2011

o que será que vai acontecer?


Com acredito já ter comentado em algum lugar por aqui, eu finalmente compreendi que quero mesmo é trabalhar na expansão da consciência da humanidade. Como?
Pois é, quero explorar essas possibilidades...
Quero inspirar as pessoas a serem mais felizes, ou melhor, a darem valor ao que realmente importa nessa vida, nós mesmos... Isso não é ser egoísta, é simplesmente que quando vc coloca suas expectativas nos outros, ou nas coisas/circunstâncias, você não será efetivamente feliz.
Mas quando você finalmente olha para você, e decide ser feliz, antes de tudo, aí sim você começa a ver o mundo de uma otra forma, aí você começa a perceber que é preciso tratar os outros com respeito, vc percebe então que você mora nesse planeta e portanto é importante preservá-lo, comendo alimentos orgânicos, diminuindo o seu lixo, vc se dá valor e vc dá valor ao próximo. Ou seja, entender que a felicidade reside em você mesmo, é a chave de tudo! É a partir daí que uma mudança vai começar a ser desencadeada em todas as suas ações e pensamentos... É muito legal.
Então, tendo eu essa percepção, eu sei que é importante ensinar certos valores, conceitos, ou sei lá que nome dar a isso, mais profundos às crianças nas escolas, ao menos a algumas. Já existem escolas que fazem esse tipo de trabalho... Além de lidar com crianças, eu me vejo lidando com os adultos também, aliás, eu me vejo super engajada nesse projeto de vida... Portanto, andei pensando aqui em como devo "iniciar" (apesar de que desde que nasci isso já se iniciou) essa jornada.
Eu moro longe do amor da minha vida, essa pessoa maravilhosa que não poderia ser outra, entrarei nesse assunto rapidamente, apenas para ilustrar o contexto da minha vida agora.
Eu tive que atravessar meio mundo para encontrar esse homem maravilhoso que está comigo hoje (mesmo que com um oceano de distância física), mas sinceramente, eu não me importo com a distância, ele é tão maravilhoso, a gente é tão similar em essência (mas diferente em vários aspectos que só nos completa), que qualquer distância vale a pena... Que terminar por causa da distância simplesmente é uma possibilidade inexistente, aliás, não consigo visualizar a gente terminando...Esse é o homem com quem quero passar a minha vida, ter filhos (se for o caso) trabalhar, aprender, enfim...muitas coisas...
Mas é verdade que em certos momentos me bate aquele desespero, aquela dúvida, nunca com relação a nós dois, mas com relação ao "destino". E se a gente não conseguir morar juntos? E se eu não conseguir dinheiro o suficiente para me manter na Suíça? (ele é bem claro no que diz respeito a sermos independentes financeiramente, eu concordo com isso, apesar de sentir medo às vezes...) Como é que eu vou conseguir estudar em uma daquelas super universidades Suíças?? Será que vou passar? Como vou conseguir trabalhar lá?

Todas essas questões que dizem respeito ao meu próprio potencial me dão medo, eu vejo pessoas que conseguem, e temo que eu não possa. Mas de qualquer forma, alguma coisa me diz que para eu ter encontrado essa pessoa tão maravilhosa, e que par eu ter gostando também tanto da Suíça (foi o primeiro país que visitei, e foi o que mais amei!! eu escrevi no meu caderno de viagem algo como "Eu entre nesse país e me casei (...) tudo aqui é maravilho, as pessoas se respeitam, elas parecem possuir um sentimento de comunidade (...)" (e eu escrevi isso antes mesmo de imaginar que iria namorar o Chris, que é suíço...
Sei que minha intuição funciona muito bem, comecei a acreditar nela depois dessa super viagem, e depois de ter encontrado esse homem maravilhoso.

Mas então, o que será que me espera?
Eu sinto que nada pode me segurar de fazer esse trabalho com a humanidade (não sei se é pretensão dizer "humanidade", mas não importa, o que for pra ser... vai ser, eu estarei feliz de qualquer forma)... Estou agora na faculdade de hotelaria de novo, resolvi terminar, depois de alguns meses de dúvida se continuaria ou não (aliás, passei uns dois meses convicta de que não voltaria), mas decidi voltar, já sei que não quero seguir carreira na hotelaria... Mas talvez seja um começo... Eu posso começar no Recursos Humanos, isso pode abrir uma porta, e se for mesmo no recursos humanos, teria que ser em treinamento, porque por mais que ache interessante entrevistar pessoas, eu tenho outras coisas mais interessantes para desenvolver...

Esses dias aconteceu algo, acho que como um teste da vida me fazendo questionar a mim mesma, se eu sei ou não o que realmente quero fazer. Eu decidi fazer uns trabalhos free-lancers para ganhar um dinheirinho, em casamentos como recepcionista. Um trabalho super fácil, só exige mesmo que vc seja simpática e que aguente ficar em pé por umas boas horas... Mas então a cerimonialista, ou seja, quem organiza esses eventos de casamento etc, sentou comigo em um canto e comentou que achou o meu currículo muito bom, e que está querendo sair da função e que eu pareço ter o perfil ideal para exercer a função. Eu me senti muito feliz quando ela disse isso, poxa, eu normalmente não dou tanto valor mesmo as minhas habilidades profissionais (mas eu percebo que isso já tá se modificando ultimamente e não foi à toa que atraí essa situação).
Enfim, achei legal e ela deve ganhar bem, mas eu não me vejo exercendo essa função, se for para eu começar em um trabalho fixo, que seja algo que tenha a ver com o que eu quero exercer na minha vida. Ao mesmo que se eu decidiss fazer isso apenas por algum tempo, apenas para juntar dinheiro para ir morar na Suíça, seria anti-ético (porque não iria demorar muito até largar a função) e eu ficaria infeliz fazendo uma coisa que não estivesse diretamente relacionada aos meus princípios e aspirações...
Mas e aí? Será que alguma coisa que tenha a ver comigo, e que me dê um retorno financeiro vai aparecer, ou será que no geral a vida vai conspirar a meu favor (ela sempre o faz, mesmo que eu não perceba a princípio)... Eu quero isso: iniciar essa jornada profissional que esteja claraamente ligada com o que vou desenvolver no futuro, quero em algum momento propício, morar com o homem que eu amo, quero sim a minha independência, é muito chato depender dele, ou esperar que ele me ajude quando eu precisar, mesmo que ele faça isso, eu não quero precisar esperar por isso...
Outra coisa que tem me deixado meio pra baixo são algumas coisas diretamente conectadas com a faculdade. Estou iniciando o projeto final (TCC), e preciso entegrar a primeira parte agora em junho (menos de 3 meses), e a primeira parte dessa primeira parte, será entregue agora em abril. E a gerente geral do resort está enrolando o meu grupo, e sou eu que estou entrando em contato com ela, e não aguento mais mandar e-mail...Poxa, que atitude eu devo tomar aqui? Sei que quero e devo estar feliz antes de tudo, mas como é que eu mudo essa circunstância? Quero fazer esse trabalho!!!! Preciso fazê-lo, não quero repetir essa matéria, e ficar mais tempo ainda na faculdade...além de ter que pagar por ela.... Sei que vcs leitores, que não são muitos, se é que é algum, não tem nada a ver com a minha faculdade, mas eu preciso me expressar aqui...
Antes minha dúvida era: "será que vou encontrar o homem da minha vida?" Agora minha pergunta é: "será que vou poder morar com o homem da minha vida?".
É verdade que eu prefiro muito mais essa última pergunta do que a primeira, porque eu já posso compartilhar momentos ótimos, e aprender e expandir muito! mesmo que de longe... Mas, será? Talvez minha intuição esteja me dizendo que se é isso que eu dou prioridade, então é isso que eu vou ter... claro... da mesmo forma como não é possível eu não desenvolver esse trabalho de expansão de consciência, não faz muito sentido eu não morar com o homem que eu amo...certo?

sei lá...

Um abraço...