terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Material x Espiritual: dinheiro

Ontem à noite estava pensando na vida, "meditando", e cheguei a algumas conclusões interessantes...

Olhando toda a conjunção da minha vida, e percebendo que efetivamente nada está "fora do lugar", e que o meu nível vibracional atrai tudo o que está a minha volta, eu me perguntei a respeito do dinheiro, o por quê desse constante upNdown nas minhas finanças.
Aí me veio o pensamento: "Isso é pra você aprender a utilizar o dinheiro mais conscientemente".
Mas afinal, o que significa usar o dinheiro conscientemente?
É eu, independente de ter dinheiro ou não, fazer as coisas que eu quero verdadeiramente. Porque eu já me peguei diversas vezes comprando alguma coisa só porque eu tinha dinheiro na conta, e já que tem dinheiro, vamos fazer alguma coisa com ele!! hehe
Esta atitude é exatamente a que eu preciso e quero modificar, e sei que já estou aprendendo, principalmente agora que entendi que não é a simples questão de decidir mudar de vibração, mas principalmente a de expandir a consciência...

Agir conscientemente com o dinheiro não é uma atitude só relacionada ao dinheiro, é na verdade um agir conscientemente, puro e simplesmente. Afinal, nós não estamos na terra para aprender a lidar com o dinheiro per se, estamos aqui para expandir a consciência sobre nós mesmos. E tudo o mais, está incluso nisso.
Mas voltando ao exemplo do dinheiro, não é para se agir conscientemente apenas quando não se tem dinheiro, a lição se aplica também quando nós temos uma abundância. Supondo que eu ou você tenha R$50,000,00 na conta todo o mês, eu me imaginei quase enlouquecendo com tanto! Talvez eu fosse começar a gastar e comprar tudo o que eu preciso e nao preciso; e é exatamente isso que muitas pessoas fazem quando têm tanto dinheiro assim, e no fim elas descobrem que nao é o dinheiro que traz a felicidade...Entao a atitude "ideal"aqui é você estar com a atenção direcionada para você mesmo: "O que eu quero?", ou "o que seria bacana, útil, ter agora?".... "Eu gostaria de dar um presente pra uma amiga", "Eu gostaria de fazer uma doação"... ETC
E não: "Nossa, quanto dinheiro, vamos para o shopping pra ver o que eu posso comprar"...

Acredito que este seja o significado de equilibrar o Espiritual com o Material. É você ouvir primeiro a si mesmo, é você tomar suas escolhas por você, e não pelo dinheiro que você tem na conta, ou o que você não tem...

Teoricamente seria mais fácil a gente aprender esse equilíbrio quando temos dinheiro no banco Mas será mesmo?
Porque afinal, a gente sabe quão difícil é você querer fazer diversas coisas, e não poder pq vc não tem o dinheiro. Mas nesse caso a questão da vibração é realmente importante... Se você não toma conta da sua vibração, isto é, de como vc se sente com relação a vida (dinheiro, amor, trabalho, tudo), o círculo vicioso que atrai a falta de dinheiro pra vc vai continuar existindo...
Então vejamos bem, você está sem dinheiro agora, esta é também a sua vibração, se você ganha qualquer quantia de dinheiro é possível que a sua primeira reação seja "vamos aproveitar antes que o dinheiro acabe...", ou seja, você está agindo na vibração de falta. E aí é óbvio que logo o seu dinheiro vai acabar de novo, você tá sempre focado no dinheiro, no problema, na escassez, nas coisas que você quer mais não pode. A única forma mesmo de você sair disso é você ativar um olhar neutro sobre as coisas, sobre a situação em que está inserido.
Se está sem dindin, primeiramente, não se desespere. Não se apegue a isso, tudo pode mudar, mas só muda mesmo se você mudar a sua vibração, se vc não se apegar a escassez. Então preocupe-se com você mesmo! Com a sua vibração! É o que eu estou fazendo agora comigo mesma: procurando agir conscientemente, a partir das minhas verdadeiras vontades, e não me apegando ao sentimento de escassez...
De qualquer forma a vida é perfeita e me apegar a algum problema é deixar de ver a sincronicidade de tudo...

Ok, obrigada por ler... :)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nota a respeito da Vibração




Se estamos vibrando em um certo nível, então a realidade externa se encaixa nesse nível.
Por isso, se se quer atingir um nível de abundância, é necessário viver na frequência dessa abundância.
Se eu vibro em uma frequência que diz que é necessário muito dinheiro para ir pra Suiça, então a minha realidade se encaixará nisso, pois será essa a vibração que eu deixarei entrar.

Minha intuição me diz que eu posso fica tranquila, pois a resposta/oportunidade virá, mas para isso eu preciso estar sintonizada com a energia/oportunidade que desejo receber; não com a preocupação de que "tudo pode dar errado".
A gente escolhe o que queremos vivenciar, e além de escolher externamente, nós escolhemos isso também, e principalmente, internamente.

"Situations don´t matter, only state of being matters!" [Bashar]

Por exemplo, se eu estou em uma vibração que aceite uma reação de ciúmes do parceiro, isso é como eu estivesse me permitindo, me submetendo a esta vibração. Mas se além de saber intelectualmente que o ciúmes não é aceitável, eu também DECIDIR isso com todo o meu ser, integralmente, sutilizando minha energia para um nível que só permita o amor incondicional de "entrar", então é só isso que eu poderei receber, pois qualquer outra vibração baterá com "a cara na porta".
Com relação às dívidas e à falta de dinheiro, isso só ocorre porque a gente se identifica coma vibração da escassez, da dívida. Nós interiormente consideramos essa vibração "aceitável". Então ela entra e se acomoda, nós nos incomodamos com ela, mas também nos acomodamos com ela. Se se quer efetivamente sair dessa vibração, é necessário então dar força à vibração de abundância, para que somente esta permaneça.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

É bom lembrar que: nosso consciente = 10% - nosso inconsciente = 90%


Bom, os dias na casa da minha vó, isto é, no meu retiro espiritual, chegaram ao fim. E o resultado, apesar de ser diferente do que eu achei que seria o ideal, é maravilhoso!
Bom, minha intenção quando fui pra lá, e como comentei já no último post, era de transformar todos os meus medos, angústias, entendê-los todos, e então, quando acabasse de fazer isso, eu estaria livre, e não sentiria mais necessidade de ficar triste ou angustiada com nada, pq "tudo" já estaria resolvido.
Hehe
Acontece que nos últimos dias desse retiro, depois de passar dias ótimos de muito autoconhecimento e crescimento e paz e cura, *alguma coisa* desencadeou uma confusão mental, e eu comecei a ficar triste, nervosa, angustiada. E além do sentimento original de tristeza e ainda sentia algo forte que era a incompreensão. "Como é que eu posso me sentir dessa forma depois de ter entendido perfeitamente como as coisas são, e que eu não preciso ter medo de nada?? COMO?? Por que??"
Pois bem, diversos acontecimentos sincrônicos que desencadearam essa sensação, que na verdade, eu já passei tantas vezes na minha vida. Quantas vezes eu chorei e senti que estava perdendo o meu chão... E vivia me perguntando "mas quando é que esse ciclo de up-and-down (altos e baixos) vai parar? Não aguento mais estar bem em um momento e ver que tudo faz sentido, e em outro, esquecer tudo e me afundar num abismo de escuridão!"
Da mesma forma que sincronicamente essa confusão foi desencadeada no fim do meu retiro, a solução, a compreensão para ela também veio...
Em um momento eu entendi que quando eu sentisse qualquer emoção caracterizada como "negativa" eu devia senti-la, movendo-se no meu corpo, sem julgar. E este "sem jugar" era exatamente o que eu nunca soube fazer, na minha cabeça eu achava que por já entender as razões pelas quais a tal emoção negativa nasceu e entender que não fazia sentido nenhum continuar com essas emoções, eu achava que automaticamente eu já deveria ter superado isso, mas aí a droga da emoção negativa sempre voltada, e eu não compreendia, e julgava, e me estressava ainda mais... Porém eu fui entendendo, através de conversas com uma querida amiga que tb está passando por exatamente esse processo e também através de uma palestra sobre desenvolvimento espiritual, que essas reações emocionais, de tristeza, raiva, etc, estão no nosso inconsciente e que não dá mesmo pra superá-las da noite pro dia, são muitas as "sombras" do nosso ser, muitas escondidas, e as vezes elas decidem aparecer...
Bom, o que eu finalmente compreendi é que eu não preciso mais fugir dessas sombras, entendi que entender que ela não faz sentido não é o mesmo que estar curada. Compreendi porém que mesmo que elas continuem voltando, a consciência e a compreensão espiritual vai certamente me ajudar, e de fato tem sempre me ajudado, a transcender essas sombras (mas não empurrá-las pra debaixo do tapete!). Agora eu não me "autorealizei", como talvez, confesso, estava esperando após terminar esse retiro, mas eu estou incrivelmente mais forte para passar por esses ciclos, por essa escuridão, não há problema em passar pela escuridão, e também não há outra forma de transcender se não assim. O alto e o baixo não são dois, ou melhor, são dois que formam a UNIDADE, The Oness of Life.
Vida, obrigada por esse aprendizado maravilhoso!!
E apenas para completar, a sensação que estou sentindo após ter descoberto isso, é de uma leveza, estou deixando o peso do julgamento e das (auto) expectativas para trás. Agora posso caminhar, e terão sombras no caminho, mas TODAS são bem vindas! pois todas são as que me ajudarão a crescer e a me encontrar.

Aqui, para tomar maior um post que já está enorme, hehe, um texto de OSHO que uma amiga (a que tb está passando por essa descoberta) me enviou ontem, e que tem absolutamente TUDO A VER com tudo isso que acabei de falar.
Obrigada a você também por estar lendo este post.
:)
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Há pessoas que se sentem fortes somente quando não estão vulneráveis, mas essa força éapenas uma fachada, uma camuflagem. E há pessoas que são vulneráveis, mas se sentem fortes.

Aqueles que se sentem fracos quando estão vulneráveis, não podem se sentir vulneráveis por muito tempo: mais cedo ou mais tarde essa fraqueza os deixará com tanto medo que eles se fecharão.

Assim, a abordagem correta é se sentir vulnerável e forte. Então, você poderápermanecer vulnerável, a cada dia sua força crescerá e você ficará corajoso o bastante para se tornar cada vez mais vulnerável.

A pessoa realmente valente está absolutamente aberta — esse é o critério da coragem. Somente o covarde está fechado, e a pessoa forte é tão forte como uma rocha e tão vulnerável como uma rosa. É um paradoxo, e tudo o que é real é paradoxal.

Lembre-se sempre: quando você sente algo paradoxal, não tente torná-lo consistente, porque essa consistência será falsa.

A realidade é sempre paradoxal: por um lado, você se sente vulnerável; por outro, se sente forte — isso significa que um momento da verdade chegou. Por um lado, você sente que nada sabe; por outro, sente que sabe tudo — um momento da verdade chegou.

Por um lado, você sempre sente um aspecto e por outro, o aspecto exatamente oposto. E quando você tem ambos os aspectos juntos, lembre-se sempre de quealgo verdadeiro está muito próximo.
Osho, em "Osho Todos os Dias — 365 Meditações Diárias"